Pintor, aquarelista, desenhista e gravador, Aldo Beck foi um artista autodidata, embora tenha frequentado o atelier do pintor Eduardo Dias. Também atuou como desenhista técnico no Departamento de Estradas e Rodagem de Santa Catarina. Sua obra se destaca pelo registro da arquitetura e das paisagens de Florianópolis, eternizando o cotidiano de uma cidade em constante transformação urbana.
Beck foi um dos artistas que mais explorou a Florianópolis antiga. Das igrejas e casarões às ruas, praias e construções simples dos morros da cidade, ele se consagrou como um verdadeiro registrador visual da memória urbana e cultural da ilha. Ao unir arte e memória, contribuiu de maneira significativa para a construção da identidade artística de Santa Catarina.
Trajetória:
A ternura de Aldo Beck para com sua cidade ficará gravada em seu trabalho artístico como excepcional fonte de pesquisa e seu valor cada vez mais confirmado por aqueles que avidamente procuram por reminiscências de um passado que não mais existe.
Desenhista técnico especializado e fez pesquisas artísticas com materiais diversos pastel, desenho a lápis, aquarelas, pinturas a óleo, acrílicas, gravuras e xilogravuras. Gostava de fixar em telas ou no papel, as figuras do cotidiano ou idealizações de sua mente. Além de sua fixação pelas coisas da ilha, Aldo Beck serviu ainda como orientador e mestre para vários dos novos artistas.
O projeto de memória florianopolitana era realizado sob a orientação segura de seu amigo, o historiador Oswaldo Rodrigues Cabral. Realmente, quando fixou em telas, aquarelas e desenhos, todo o casario antigo de Florianópolis, com seus detalhes arquitetônicos, de forma tal que se todos esses trabalhos fossem reunidos, poder-se-ia fazer um retrospecto da nossa história arquitetônica e até de costumes ilhéus.
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