Valda Costa

Florianópolis/SC
– 1951/1993

Em um período em que era incomum ver uma mulher negra ocupando espaços de arte, Valda ainda pequena muda-se para o Morro do Mocotó e desde a infância demonstra interesse pelo desenho. Autodidata, teve sua trajetória artística influenciada por Martinho de Haro, que foi seu tutor e a considerava como sua “musa”.

As pinturas de Valda abordam experiências vividas na sua comunidade, nos carnavais, nas festas populares e nos interiores das casas. Retratam pessoas negras em espaços de celebração, de resistência e de cotidiano, registros potentes de identidade e pertencimento. Marcado pelo uso de cores intensas, criou um universo visual próprio e rapidamente se tornou uma das artistas mais reconhecidas da cidade.

Trajetória:

Valda Costa, nascida 1951, no bairro Estreito, em Florianópolis (SC), foi uma artista plástica autodidata cuja obra se tornou referência na arte catarinense. De origem humilde, mudou-se ainda jovem para o Morro do Mocotó, onde viveu grande parte de sua vida. Trabalhou como auxiliar de enfermagem e cabeleireira enquanto criava seus seis filhos, mas encontrou na pintura o meio para expressar sua visão de mundo.

Com orientação inicial do artista Martinho de Haro, Valda desenvolveu um estilo próprio, marcado por cores intensas, figuras humanas expressivas e temas que retratavam o cotidiano das comunidades populares da capital, especialmente os morros e o casario açoriano. Sua produção revela uma forte valorização da identidade negra, da vida simples e da resistência feminina, tornando-se um espelho da realidade social de Florianópolis nas décadas de 1970 e 1980.

Apesar das dificuldades financeiras e da falta de reconhecimento em vida, Valda conquistou visibilidade no cenário artístico catarinense. Suas obras hoje integram o acervo do Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) e de outras instituições públicas e privadas.

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