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Eli Heil

Palhoça/SC
– 1929/2017

Pintora, desenhista, escultora e ceramista autodidata, participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Realizou um trabalho único, de difícil classificação, que na XVI Bienal Internacional de São Paulo foi catalogado como “Arte Incomum” (Art Brut). “A arte para mim é a expulsão dos seres contidos, doloridos, em grandes quantidades, num parto colorido”.

Fonte: https://eliheil.org.br/por/artista/

Trajetória:

Professora de Educação Física em Florianópolis até em 1962, quando se torna desenhista, pintora, escultora e ceramista autodidata.

Expõe na França mais de 20 vezes, as ultimas em Paris (2003) e Carcassonne (2005); na Espanha (1968), Holanda (1969 e 1971), Suíça (1971), Antiga Tchecoslovaquia (1972), Dinamarca (1973), Noruega (1973), Itália (1971) e Marrocos (1983). Em São Paulo participa da Pré-Bienal (1970), da Bienal Nacional (1972), da 1ª Bienal Latino – Americana (1978) e da 16ª Bienal (1982). Expõe pelo menos 46 vezes em Florianópolis e mais de 30 em outras cidades catarinenses e brasileiras. Inaugura o Museu Mundo Ovo de Eli Heil em 1987.

O primeiro olhar sobre Mundo Ovo de Eli Heil descortina um fantástico universo multicolorido, povoado por estranhas criaturas. A linguagem próxima ao xamanismo distorce personagens cristãos, põe neles símbolos de fertilidade, úteros,barrigas e ovos. Nas imensas esculturas de cimento espalhadas pelo jardim, Adão e Eva se entrelaçam, protegidos por guardiões no paraíso e observados por um gigantesco pássaro da altura da casa, que cospe o coração, representação da própria artista vomitando seu órgão vital. Na torre da caixa d’água se escondem bizarros personagens, unidos em um presépio. O vermelho constante simboliza o sangue do partir, da necessidade de sofrer para nascer ou renascer alegre e vibrante.

Na maioria das vezes, a mulher de um metro e meio de altura abre mão di construtor e afirma contar apenas com a ajuda dos anjos e de muito exercício físico para moldar as avantajadas peças. As menores ela produz como que brincando. É assim desde 1962, quando a arte explodiu de seu intimo após cinco anos de gestação, e a obrigou a levantar-se da cama, de onde não saía, muito doente.

Apesar do vermelho predominante, o arco-íris parece ter entrado em cada uma das centenas de telas e nas esculturas expostas dentro do museu, preparadas com inúmeras técnicas desenvolvidas pela artista. No seu ateliê, outras tantas obras e experimentos. Em um dos últimos, alquimista que é, quase bota fogo no lugar, ao misturar vários produtos para gerar volumes translúcidos. O próximo ousado plano é encher de cor e simbologias um painel de 20 metros de comprimento: mais sofrimento, mais nascer, mais renascer e alegria.

Referência: Construtores das Artes Visuais: 30 artistas de Santa Catarina em 160 anos de expressão – Editado por Tarcisio Mattos – Florianópolis: Tempo Editorial, 20

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