A trajetória de Pléticos inicia com os estudos artísticos em Milão na Itália, onde desenvolve a técnica sob o rigor acadêmico europeu. Ainda jovem, o recrutamento para o exército durante a Segunda Guerra não o afastou da arte, atuando como ilustrador do líder iugoslavo. No início da década de 1960 emigra para o Brasil, país que escolhe para viver, estabelecendo-se em Florianópolis em 1968.
O deslocamento migratório não se manifesta como ruptura, mas como sobreposição de camadas culturais. Em suas obras percebe-se, dentre composições geométricas e ritmos gráficos, a convivência entre a herança europeia e a expressão contemporânea no Brasil. Ao longo de sua carreira, propôs aproximar arte e arquitetura no cotidiano das cidades. Consolidando-se na história da arte catarinense com projetos e intervenções que valorizam a arte pública.
Trajetória:
Faz a primeira exposição em Pula, em 1952, e, mais tarde, em muitas cidades brasileiras e também na Itália e na Iugoslávia. Entre outras, participa da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, da segunda Bienal de artes Visuais de Porto Alegre (RS), em 1972, e da Bienal Nacional de São Paulo em 1976.
Ao deixar um continente ainda marcado pela guerra, Pléticos trouxe consigo o requinte da formação européia e um senso estético apurado. Órfão desde criança, educado em orfanatos, guarda para a vida cotidiana a simplicidade do essencial, e reserva toda a sofisticação para o espaço da tela. É um artista para quem o processo da arte é um continuo da inspiração e influências adquiridas ao longo da vida. Assim, considera que as telas que pinta hoje podem ter começado a nascer ainda na Itália de sua infância, quando guardou na memória cores e formas de uma margarida recortada no verde da grama sob a intensa luminosidade do sol de verão.
Já expôs na Iugoslávia, Itália, Estados Unidos, Argentina e em diversas cidades e principais capitais brasileiras.
Classificar a obra de Sílvio Pléticos é uma tarefa quase impossível. Figurativo, fauvista, cubista ou surrealista? Um olhar atento pode constatar traços de cada uma dessas correntes. A certeza mesmo é de estar em contato com um artista autentico. Em seus quadros, a sinceridade de sensações transportadas para o universo pictórico. A certeza de que os modismos e as tendências foram absorvidos e que se encontram sintetizados em décadas dedicadas ao árduo trabalho artístico. Uma sensibilidade à flor da pele – em cada traço, em cada movimento dos pincéis. Telas repletas de força criadora, que respeita todas as manifestações e se mantém fiel a origem figurativa do artista, cuja principal preocupação é manter-se autêntico.
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