Nascido em um meio de arte e cultura, Rodrigo era filho primogênito do importante pintor Martinho de Haro. O nascimento em Paris, deu-se num momento de permanência da família no exterior onde o pai usufruía da bolsa de estudos conquistada no Salão Nacional de Belas Artes. Ainda no ano de seu nascimento, a família retorna ao Brasil em consequência do início da Segunda Guerra.
Em Florianópolis, desenvolve sua produção destacando-se como desenhista, pintor, muralista e autor de uma obra fértil e concisa, fortemente atravessado pela história da arte, literatura e pela semiótica. Para além do ateliê, Rodrigo através da construção de murais e obras públicas amplia o acesso à arte e consolida sua presença no espaço urbano, tendo papel fundamental na formação cultural de Santa Catarina, construindo um território em que memória, conhecimento e imaginação se entrelaçam.
Trajetória:
Rodrigo Antônio de Haro nasceu em Paris, França, 1939. Radicado em Florianópolis, filho de Martinho de Haro, foi criado entre as tintas e as artes na casa da família, na rua Altamiro Guimarães, centro de Florianópolis, famoso endereço de encontro entre os artistas intelectuais.
Paralelamente, Rodrigo sempre escreveu poesia e colaborou na revista Diálogo de Vicente Ferreira da Silva. Nos anos 60, em São Paulo, liderou o movimento poético que renovava o interesse pela poesia. É autor de inúmeras publicações entre as quais destacam-se Trinta Poemas (1962), A Taça Estendida (1968), Amigo da Labareda (1991), Naufrágios (1993), Caliban (1997) ,Porta (1998), Pedra Elegíaca (1978), Mistério de Santa Catarina (1992), Livro da Borboleta Verde (1996),Ilha do Luar (textos de prosa) e Naufrágios (1998).
Exposições individuais:
1966 Pinturas, MAM, Florianópolis
1968 Galeria Domus, Rio de Janeiro
1975 Galeria Seta, São Paulo
1980 Desenhos e Gravuras, Museu
Victor Meirelles, Florianópolis
1985 Galeria Ars Artis, São Paulo
1998 Ilha ao Luar, MASC, Florianópolis,
e Galeria Pacifico, Buenos Aires
2004 Alma das Ruas, MASC, Florianópolis
2006 Narrativas, Galeria Multipla
2016 – Dos Arquétipos – O Poder das Imagens
Helena Fretta Galeria de Arte
Exposições coletivas:
1972 Arte Fantástica, Paço das Artes,
São Paulo
1974 Pinturas Fantásticas, Museu de Arte
do Paraná, Curitiba
1979/83 Panorama Atual de Arte Brasileira,
MAM, São Paulo
1984 Tradição e Ruptura, Fundação Bienal,
São Paulo
1985 Destaques da Arte Contemporânea
Brasileira, MAM, São Paulo
1985 O Surrealismo na Arte Brasileira,
Pinacoteca do Estado de São Paulo
1999 II Bienal de Artes Visuais do Mercosul –
Artista Convidado -, Porto Alegre
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