Willy Zumblick

Tubarão/SC
– 1913-2008

Desde muito jovem, Zumblick exibiu um talento para as artes, no colégio era aluno destaque em desenho e pintura. Juntamente a seu ofício de relojoeiro e ótico, dedicou-se à pesquisa plástica e à busca incessante em aperfeiçoar suas habilidades. Zumblick aprendeu e desenvolveu sua técnica de forma autodidata, sob forte influência do academicismo e da pintura histórica europeia.

Sua produção abrange cenas históricas, retratos, paisagens e composições de cunho regionalista, retratando festas tradicionais, danças típicas e as festividades do Divino Espírito Santo. Ao longo da carreira, produziu uma extensa coletânea, entre pinturas, esculturas, afrescos, ensaios e projetos de relevância fundamental para a compreensão da cultura e dos costumes da história de Santa Catarina.

 

Trajetória:

Autoditada, sem mestres ou qualquer instrutor, deixa fluir seu impulso criador e talento natural, registrando em telas particularidades da natureza, tipos característicos, paisagens, cenas do cotidiano e tudo aquilo em que pousava sua fértil imaginação. A única contribuição que recebeu foi a do pintor alemão Frederico Guilherme Lobe, da Escola Alemã de Belas Artes, de Porto Alegre.

Recebeu primorosa formação educacional, ministrada pelo Colégio São José, de Tubarão, onde não tardou a se destacar como melhor aluno em desenho e em pintura. Ainda na adolescência, conquistou sua primeira atividade artística sistemática: a de desenhista de cartazes de filmes de cinema, que faziam sucesso na época.

A relojoaria de seu pai, o Cine Yolanda, os bailes, os saraus, as serestas, os amigos, afora uma crescente e entusiasta dedicação à pintura, constituíam a essência do dia-a-dia de sua juventude.

Autoditada, sem mestres ou qualquer instrutor, deixa fluir seu impulso criador e talento natural, registrando em telas particularidades da natureza, tipos característicos, paisagens, cenas do cotidiano e tudo aquilo em que pousava sua fértil imaginação. A única contribuição que recebeu foi a do pintor alemão Frederico Guilherme Lobe, da Escola Alemã de Belas Artes, de Porto Alegre. Contratado pelo Padre Geraldo H. Spettmann, para pintar figuras e passagens bíblicas na Igreja Nossa Senhora da Piedade, que viria a ser demolida em março de 1971, Frederico Guilherme Lobe passou quatro anos em Tubarão, tendo Willy como seu auxiliar. Dele, o pintor tubaronense recebeu conselhos e lições, podendo, desta forma aprimorar sua técnica para melhor tirar partido de seu inesgotável dom.

Em 1939, fez sua primeira exposição individual, em Tubarão. O êxito alcançado impôs a Willy um vôo mais alto: levou sua exposição para o Cine Rex, em Florianópolis. A receptividade ao seu trabalho o entusiasmou a realizar outras exposições por diversas cidades catarinenses. Em 1944, deu um salto maior: expôs em Porto Alegre. O sucesso, até então amealhado, impulsionou Willy a uma marcante ousadia: alugar um salão no edifício sede da ABI, no Rio de Janeiro, em junho de 1946, onde, com sessenta telas, realizou sua mais importante exposição, posto que o consagrou definitivamente, escrevendo seu nome no rol dos mais festejados artistas plásticos do país.

Nunca parou de pintar e sempre colecionou títulos, comendas, elogios e, principalmente, amigos. Com temática variada e abrangente, retratou, com maestria e sensibilidade, os mais variados aspectos das tradições, da cultura, da história e dos tipos populares catarinenses. Bandeiras do Divino, Contestado, a epopéia de Giuseppe e Anita Garibaldi, Boi-de-Mamão, Dança do Pau-de-Fita, as rendeiras, os imigrantes e seus hábitos, monges, paisagens, caricaturas, enfim, centenas e centenas de telas, todas arrebatadoras.

O cinqüentenário de sua vida artística foi comemorado em 1979. Não bastasse tão invejável currículo, ainda temperou sua obra com notáveis esculturas, com majestosos painéis e muros, além de expressivas carrancas. Na Praça 7 de Setembro, em Tubarão, por exemplo, plantou, em 30 de agosto de 1984, o monumento à Mãe, esculpido em concreto, ferro e bronze. Ano seguinte, isto é, 31 de agosto de 1985, inaugurou, no Km 338 da BR-101, situado no Município de Tubarão, o Monumento ao Caminhoneiro, com 4,30 metros de altura.

Aos 87 anos, em setembro de 2000, o mais talentoso artista plástico catarinense do século realizou o sonho que o embalou nesta última década, inaugurando o Museu Willy Zumblick, instalado no Centro Municipal de Cultura, no centro de Tubarão.

Volnei Martins Bez e Valmiré Rocha dos Santos

 

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